Congresso da CSP-Conlutas

6º Congresso da CSP-Conlutas reuniu quase 1400 ativistas de todo o país e aprovou plano de lutas

Redação

21 de abril de 2026
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Foto CSP-Conlutas

Após três dias e meio de intensos debates, que reuniram quase 1400 ativistas de todo o país entre delegados eleitos na base, observadores e convidados das mais diversas organizações da classe trabalhadora e dos setores populares, o 6º Congresso da CSP-Conlutas terminou na tarde deste dia 21 reafirmando seu caráter sindical, popular e de independência de classe.

Foram credenciados 1026 delegados e 299 observadores de todas as regiões. “Foram quase 1400 ativistas do país inteiro, vindos do movimento sindical, popular, indígenas, quilombolas movimentos de luta contra a opressão, que votaram um plano de lutas, com independência de classe”, afirma Atnágoras Lopes, dirigente operário do PSTU e que compôs o Bloco Classista Operário e Popular neste congresso. “Saímos daqui com um plano de lutas para enfrentar o governo Lula, e manter ainda mais forte nosso combate implacável contra qualquer projeto da ultradireita”, relata.

Para além do plano de lutas, a própria realização do congresso reafirmou o caráter independente da central. “Foi um esforço coletivo do país inteiro, com venda de rifas, campanhas financeiras, contribuições de sindicatos, que possibilitou esse importante momento de fortalecimento dessa entidade que se mantém nesses 20 anos como uma alternativa de luta e independente para a classe trabalhadora”, define.

Internacionalismo

Outro aspecto fundamental do congresso foi a reafirmação de seu caráter internacionalista, marca que também carrega nessas duas décadas de existência. “Tivemos a presença de 40 ativistas de 10 países, e expressamos toda a nossa solidariedade à luta do povo ucraniano, do povo cubano, iraniano, sem nos confundirmos com a defesa dos seus governos, além de dizer em alto e bom som: Palestina livre, do rio ao mar”, relatou Atnágoras.

Luta contra as opressões

Outro destaque deste 6º congresso foi a luta contra as opressões, em especial contra o feminicídio e a violência machista, num momento em que o Brasil sofre uma epidemia de ataques às mulheres. “Reafirmamos aqui nossa exigência para que o governo Lula invista de verdade em política de proteção e apoio às mulheres, além de punição a agressores”. A luta contra o racismo e a LGBTIfobia também foram reafirmados.

“Saímos daqui mais fortalecidos para, a partir do 1 maio, irmos às ruas em defesa das reivindicações dos trabalhadores, com independência de classe, enfrentando tanto o governo Lula quanto a extrema direita”, resume.

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