Nacional

Fora Ibaneis e Celina Leão! A população do DF não pode pagar o preço das fraudes do BRB!

PSTU-DF

28 de janeiro de 2026
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O escândalo do Banco Master desnudou a natureza corrupta do conjunto do regime político burguês do Brasil. As revelações mais recentes da fraude bilionária realizada pelo banco de Daniel Vorcaro mostram de forma inequívoca que o Judiciário, o Banco Central, o Congresso Nacional, partidos da ultradireita, centrão e também partidos do chamado campo progressista mantiveram relações suspeitas e nada republicanas com Daniel Vorcaro.

O STF foi arrastado para o centro do escândalo em função dos contratos de advocacia do escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master, mas principalmente pela conduta do ministro Dias Toffoli que, à revelia da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, tem determinado procedimentos absolutamente exóticos aos processos judiciais e às investigações conduzidas pela PF. Toffoli tentou deliberadamente dificultar o acesso dos peritos da PF aos celulares e computadores apreendidos durante uma das operações contra as fraudes do Banco Master.

Recentemente, algumas reportagens mostraram relações suspeitas dos irmãos de Dias Toffoli com fundos usados nas fraudes do Banco Master, principalmente envolvendo um resort de luxo no estado do Paraná. Nos últimos dias, surgiram evidências que levantaram suspeitas de que, na verdade, o resort pertence a Dias Toffoli e está em nome de laranjas do ministro do STF.

Além disso, há muito tempo são bastante conhecidas as relações de Daniel Vorcaro com partidos como PP e União Brasil, chefiados respectivamente por Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, e Antônio Rueda. O PT também mantém relações suspeitas com Daniel Vorcaro. Nos últimos dias, também foi revelado o contrato milionário do Banco Master com o ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski, por indicação de Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e senador petista.

Entenda

Queda do Banco Master expõe como o sistema financeiro drena recursos públicos

Ibaneis e Celina Leão cada vez mais afundados no escândalo do Banco Master

Desde o início ficou evidente que Ibaneis e Celina Leão armaram a “compra” do Banco Master pelo BRB como uma tentativa de salvar o amigo Daniel Vorcaro e seu banco da falência. Ibaneis tentou tirar o corpo fora e alegou que a decisão da compra partiu da área técnica do BRB, mas o depoimento de Daniel Vorcaro à PF destruiu a justificativa fajuta de Ibaneis. Vorcaro afirmou que realizou um jantar com Ibaneis para tratar da compra do Banco Master e de outras negociações envolvendo o Banco Master e o BRB.

O BRB, apesar de não ter conseguido concretizar a compra do Master, comprou por mais de R$ 12 bilhões carteiras do banco que a investigação da PF demonstrou serem compostas de papéis podres e fruto de uma fraude bilionária envolvendo fundos controlados por Daniel Vorcaro e sua família.

O prejuízo bilionário envolvendo os fundos fraudados do Banco Master colocou o BRB em crise de liquidez. O BC já enviou solicitação ao BRB para realizar um provisionamento de R$ 3 bilhões para garantir a segurança das operações do banco. Ou seja, o BRB precisa arrumar R$ 3 bilhões para não correr o risco de falir.

Querem empurrar a conta para a população

Diante disso, a solução de Ibaneis e Celina Leão é jogar a conta para as costas da população do DF. Ibaneis já admitiu que o Governo do DF pode usar seus recursos para aportar ao BRB, que é controlado pelo GDF com 53% das ações. Ou então, Ibaneis apresentou a possibilidade de juntar milhares de terrenos pertencentes à TERRACAP e ao GDF para construir um fundo imobiliário para aportar recursos ao BRB.

Na prática, recursos públicos e terras públicas do DF que deveriam servir para garantir serviços de saúde e educação, moradia, lazer, transporte público, etc., agora serão usados para cobrir a fraude praticada por Daniel Vorcaro com a conivência e o apoio do BRB, comandado por Ibaneis Rocha e Celina Leão.

Ibaneis, diante da possibilidade real de colocar em crise o orçamento do DF para 2026 para salvar o BRB, começou a criar uma série de bodes expiatórios: alegou que os juros altos mantidos pelo BC derrubaram a arrecadação do DF; e que os reajustes dos servidores públicos, concedidos pelo governo, são responsáveis pela crise orçamentária do DF.

Contudo, essas justificativas não resistem à prova dos fatos. O orçamento de 2026, aprovado pela CLDF e sancionado pelo próprio Ibaneis, prevê um aumento de 11,71% da arrecadação do DF em 2026. Somente a arrecadação própria deve crescer 19,7% em 2026. Em 2025, a arrecadação própria foi 6,6% superior a 2024, 1,6% acima da inflação. Auditores da Receita do Distrito Federal contestaram, em nota divulgada, a afirmação do governador Ibaneis Rocha de que a capital enfrenta uma crise orçamentária.

As fraudes do Banco Master também estão colocando em risco a aposentadoria de milhares de servidores públicos do país, a exemplo do estado do Rio de Janeiro. Bilhões de reais de fundos de pensão de estados e municípios foram investidos no Banco Master e agora viraram poeira. Somente Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, injetou mais de R$ 1 bilhão do fundo de pensão dos servidores estaduais no Banco Master.

Botar para fora Ibaneis, Celina e expropriar todos os bens e a renda dos responsáveis pela fraude

O escândalo do Banco Master demonstra que a corrupção é parte fundamental da engrenagem da acumulação capitalista e perpassa o conjunto das instituições do regime burguês. No curso das investigações, começam a surgir vínculos do Banco Master com operações de lavagem de dinheiro de organizações criminosas como o PCC, revelando que o sistema financeiro se beneficia e se alimenta das atividades ilegais de grupos criminosos. Isso evidencia o quanto é hipócrita o discurso de combate às organizações criminosas proferido pelos governos, deputados, ministros e políticos de maneira geral.

Ibaneis e Celina Leão, que são os grandes responsáveis juntamente com Daniel Vorcaro pela crise do BRB, precisam ser derrubados imediatamente. Ibaneis nem sequer esconde que vai jogar a conta da crise nas costas da população do DF, além de poder usar os poderes e influência que possui como governador para atrapalhar o curso das investigações.

Exigimos a instalação da CPI do Master para que todos os detalhes e responsáveis da fraude sejam expostos e revelados. Não temos nenhuma confiança que este Congresso Nacional, que protegeu Daniel Vorcaro e o Banco Master, seja capaz de impor uma punição rigorosa aos responsáveis dessa fraude, mas é preciso instalar uma CPI para revelar à população todos os detalhes da investigação.

O escândalo do Banco Master também demonstra a necessidade de estatização de todo o sistema financeiro e bancário sob controle direto dos trabalhadores. Deixar na mão de meia dúzia de banqueiros gananciosos e corruptos, protegidos pelo regime burguês, a gestão de bilhões de reais das riquezas produzidas pela classe trabalhadora é extremamente danoso para o conjunto da população e coloca em risco direitos básicos como a aposentadoria, programas sociais, etc. A riqueza produzida pela classe trabalhadora deve ser gerida pela própria classe trabalhadora através de suas organizações.

Somente a mobilização da classe trabalhadora do DF e do país pode derrubar Ibaneis e Celina Leão e pode levar à punição de todos os responsáveis pelas fraudes do Banco Master. A extensão das relações políticas de Daniel Vorcaro com figurões do Judiciário, do Congresso Nacional e do governo Lula evidencia que nenhuma punição de verdade pode vir das instituições desse regime político corrompido.

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