Belo Horizonte: Greve dos trabalhadores terceirizados da educação completa uma semana
Todo apoio aos que lutam contra a terceirização que precariza a vida!
PSTU – Belo Horizonte
Os trabalhadores terceirizados da educação de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, seguem sendo exemplo de luta. Mais uma vez iniciam o ano letivo com uma forte mobilização pela recomposição salarial, por melhores condições de trabalho, pela garantia dos direitos, pela redução da jornada de trabalho e também contra a terceirização que dilacera a vida desses trabalhadores mais precarizados.
Segundo pesquisa, os terceirizados recebem em média 24% a menos que os trabalhadores diretos. Em Belo Horizonte, 5º cidade com maior percentual de trabalhadores terceirizados, os trabalhadores terceirizados da educação recebem os piores salários do país.
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Rompimento do contrato com a MGS e processo de contratação de novas empresas terceirizadas
Este ano tem um elemento novo. Os trabalhadores foram surpreendidos, ainda em 2025, com a notícia do rompimento de contrato da prefeitura de Belo Horizonte com a MGS. Sem uma justificativa mais contundente, foi informado que tal parceria estava sendo encerrada em razão da prestadora de serviço não garantir o atendimento como acordado.
Mas, certos de que nenhuma empresa terceirizadora atende as demandas da classe, seguiram negociando as suas pautas, cientes de que seria a garantia do acordo desses pontos que asseguraria condições mínimas de trabalho e de vida e não uma empresa ou outra contratada.
O problema é que a própria prefeitura não arcou com sua obrigação e até hoje nenhuma empresa assumiu a contratação dos trabalhadores da educação. Segundo a prefeitura, nenhuma empresa atendeu aos critérios estabelecidos. Sem contratos com outras empresas, por incompetência da própria prefeitura, os trabalhadores seguem na MGS por meio de prorrogação. Desde então, têm vivenciado uma grande insegurança. No início de fevereiro não sabiam sequer como seria realizado o pagamento dos seus salários.
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Repressão não! Prefeito Damião volte atrás com o corte dos salários dos trabalhadores da educação!
Agora, os trabalhadores são surpreendidos com o corte dos seus salários. Isso na prática significa que centenas de trabalhadores mal terão o que comer nesse mês de março, considerando a perda de aproximadamente 25% da sua renda básica.
Para um prefeito que abriu as escolas em um sábado, durante a greve dos professores de 2025, com a justificativa de que as famílias em insegurança alimentar teriam que ter acesso a merenda escolar, mesmo em um dia em que estas já não acessam, não se preocupar com as condições mínimas de vida dos trabalhadores que atuam nesses espaços é de uma incoerência monstruosa e de uma maldade sem limites.
Para garantir condições de vida mínimas é preciso acabar com a terceirização!
Essa greve é, portanto, parte de uma luta árdua pelo fim da terceirização. Uma das políticas mais perversas imposta pelo capital. É a luta direta contra o capitalismo e seus tentáculos e sua gana sem limites para exploração e por lucro.
É parte da luta contra essa burguesia, que como disse Marx, “como um vampiro, vive apenas da sucção de trabalho vivo e vive tanto mais, quanto mais trabalho vivo suga”.