Hertz Dias: Uma pré-candidatura revolucionária e socialista para enfrentar as engrenagens do sistema
A importância da pré-candidatura de Hertz Dias à presidência da República pelo PSTU é dada pela situação que o Brasil e o mundo se encontram. Trata-se da construção de uma alternativa revolucionária e socialista que busca expressar a necessidade de uma saída independente da classe trabalhadora diante da falsa polarização entre o governo capitalista de conciliação de classes do PT e a extrema direita autoritária.
Professor da rede pública, ativista do movimento negro e rapper, Hertz expressa uma trajetória de luta que nasce nas periferias, nas escolas públicas e nos movimentos populares. Militante histórico do movimento hip-hop e um dos fundadores do Quilombo Urbano no Maranhão, construiu sua atuação política combinando cultura, organização popular e combate ao racismo.
Contra o imperialismo
Em diversos países, crescem as guerras, as disputas entre potências, a destruição ambiental e os ataques dos diferentes tipos de governos capitalistas. O mundo assiste ao aumento da pobreza, à intensificação da exploração da classe trabalhadora e a conflitos cada vez mais violentos.
Trump e os Estados Unidos atacam vários países para subordinar todos aos seus interesses capitalistas. Atacou a Venezuela e agora ataca o Irã, ferindo a soberania destes países. Estamos pela derrota do imperialismo sem prestar nenhum apoio aos governos também capitalistas e autoritários desses países.
Brasil continua desigual e descendo a ladeira
O Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo. A riqueza produzida pelos trabalhadores segue concentrada nas mãos de um punhado de bilionários, banqueiros e grandes empresários.
Enquanto isso, a maioria da população enfrenta salários baixos, precarização do trabalho, serviços públicos deteriorados e um futuro cada vez mais incerto para a juventude.
Governo Lula sustenta o regime e o sistema capitalista
O governo Lula segue atacando os trabalhadores, governando em aliança com setores da direita e do centrão, preservando os privilégios dos bancos, do agronegócio e das grandes empresas e mantendo intactos os pilares do sistema que produz desigualdade e injustiça social. E aprofunda a submissão do país ao imperialismo.
Mesmo as medidas apresentadas como progressivas são insuficientes para transformar a vida da população. O governo mantém políticas econômicas que priorizam o pagamento da dívida aos banqueiros, preserva mecanismos de ajuste fiscal e não enfrenta os grandes capitalistas responsáveis pela desigualdade estrutural do país.
Conciliação de classes não ajuda a derrotar a extrema direita
A extrema direita ainda é uma força política importante. O bolsonarismo busca canalizar o caos social para uma saída autoritária e ainda mais subordinada aos interesses do grande capital. Defende mais repressão, mais retirada de direitos e uma submissão ainda mais aberta ao imperialismo.
Por mais que vários setores da esquerda justifiquem o apoio ao governo do PT em nome do combate à extrema direita, temos um governo nos marcos do sistema capitalista, que ataca os trabalhadores, que favorece a desmoralização e desorganização da classe e alimenta o sistema que faz brotar a extrema direita.
Manifesto
É preciso romper com o imperialismo e as engrenagens do sistema
O manifesto lançado pelo PSTU apresenta medidas urgentes para enfrentar os ataques aos direitos e atender às necessidades dos trabalhadores do campo e da cidade, dos povos originários e tradicionais, em defesa do meio ambiente e pelo enfrentamento a todas as formas de opressão. Enfrentar os problemas estruturais do país exige romper com o capitalismo e com um modelo econômico subordinado ao imperialismo e controlado por grandes monopólios, responsável pela superexploração, pela precarização e pela exclusão de milhões de trabalhadores, especialmente jovens negros e pobres. Não há combate real à violência, à desigualdade e à decadência nacional sem enfrentar este sistema.
Por um governo da classe trabalhadora e dos povos originários, quilombolas, mulheres e juventude pobre e negra, sem capitalistas
A pré-candidatura de Hertz Dias surge como uma ferramenta para fortalecer uma alternativa que defenda uma revolução socialista, acabando com o poder dos bilionários.
A atual democracia funciona como uma democracia dos ricos, na qual grandes empresas e o sistema financeiro determinam os rumos da política enquanto, aos trabalhadores, resta apenas votar periodicamente em representantes que governam em aliança com os mesmos setores que exploram o país. A extrema direita busca aprofundar esse cenário com autoritarismo e atacando as poucas liberdades democráticas que existem.
Assim, a alternativa dos trabalhadores não pode se limitar à lógica institucional do sistema. Enquanto o PT e o PSOL mantêm alianças com setores da burguesia, a mudança real exige organização independente, luta e mobilização da classe trabalhadora.