A condenação de Cláudio Castro é uma vitória do povo trabalhador!
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de condenar Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico, tornando-o inelegível por oito anos, é uma vitória importante para os trabalhadores, para a juventude e para toda a população pobre do Rio de Janeiro. O esquema da Ceperj e da Uerj, que usou contratações temporárias como moeda de troca por votos, revela como esse grupo político transforma a pobreza em negócio e a máquina pública em instrumento de dominação.
Mas o problema do governo Cláudio Castro não se resume à corrupção eleitoral e ao uso da máquina pública. Seu governo ficará marcado também pela escalada da violência de Estado nas favelas e periferias. Sob sua gestão, o Rio assistiu à repetição de operações policiais com altíssimo número de mortos, denunciadas por movimentos de direitos humanos, organizações populares e moradores pelas chacinas contra a população pobre e negra. Um genocídio racial praticado no estado do Rio.
A chacina da Penha, no ano passado, é um símbolo trágico dessa política: uma operação policial na região que resultou em mais de 120 mortos. Em vez de investir em educação, saúde, emprego e direitos, o governo escolheu aprofundar uma política de guerra às favelas, tratando esses territórios como inimigos internos. A mensagem é nítida: para esse projeto, a vida do povo pobre vale pouco.
Essas operações, somadas aos esquemas revelados na Ceperj e na Uerj, mostram que não estamos diante de casos isolados, mas de um projeto de Estado que combina corrupção, autoritarismo e violência contra o povo trabalhador. De um lado, usa-se o dinheiro público para comprar apoio com contratos precários. De outro, responde-se à crise social com mais bala, mais repressão e mais mortes nas comunidades.
Por isso, não podemos baixar a guarda. No Brasil, os ricos e poderosos sempre buscam brechas e manobras jurídicas para escapar da Justiça. Cláudio Castro pode tentar artimanhas para seguir no jogo político, inclusive tentando se candidatar sub judice ao Senado. Por isso, nossa luta não pode parar nas decisões do TSE.
A condenação é só o começo. Precisamos nos mobilizar e pressionar para que a decisão seja mantida, para que ele não consiga reverter a inelegibilidade e para que todos os envolvidos nesses esquemas e nessa política de morte sejam responsabilizados. Não basta a Justiça decidir nos tribunais: é preciso que o povo nas ruas garanta que essa decisão não seja mais uma a cair no esquecimento.
Fora Cláudio Castro!
Que essa condenação seja o primeiro passo para varrer de vez esse projeto de exploração, corrupção e violência do Rio de Janeiro.
Agora, mais do que nunca, é hora de fortalecer uma alternativa dos trabalhadores, sem conchavos, sem acordos com os ricos e poderosos, sem alianças com aqueles que sustentam essa estrutura de opressão.
Pelo fim da impunidade, pelo fim das chacinas nas favelas e por um governo que governe para quem trabalha!