Flotilha Global Sumud realiza ação direta no Mediterrâneo contra envio de armas a Israel
Neste domingo, 20 de abril, 13 embarcações da Global Sumud Flotilla protagonizam uma ação direta e coordenada no Mar Mediterrâneo para intervir no fluxo de armamentos destinados a Israel.
A iniciativa busca impedir o trajeto de um cargueiro que transporta armas para o Estado genocida de Israel. Trata-se de uma ação inédita, que eleva o nível da solidariedade internacional ao tentar, na prática, bloquear a logística que sustenta a ofensiva militar contra o povo palestino.
A denúncia recai também sobre grandes empresas do transporte marítimo, como a MSC Mediterranean Shipping Company, além de outras como Maersk e ZIM Integrated Shipping Services, acusadas de contribuir para o envio de equipamentos e insumos que alimentam a máquina de guerra israelense.
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Diretamente da flotilha, a ativista do Coletivo Rebeldia e militante do PSTU, Mandi Coelho, reforça o caráter da ação e o chamado internacional:
“Estamos aqui para barrar o trajeto de uma empresa que lucra com o genocídio. A MSC tem papel ativo no envio de recursos que alimentam a máquina de guerra de um Estado colonialista e racista. É preciso impedir que qualquer recurso siga abastecendo essa engrenagem de guerra.”
A ação da flotilha denuncia o papel dessas corporações que lucram com a guerra e expõe a cadeia internacional que sustenta a violência contra o povo palestino, além de suas agressões a outros povos da região.
Em meio à mobilização, ganha força o chamado à classe trabalhadora internacional por boicotes, greves e bloqueios concretos às cadeias de abastecimento que sustentam a ofensiva militar israelense.
A ação também carrega um forte significado político: o Mar Mediterrâneo não pode seguir sendo a via de transporte do armamento utilizado contra o povo palestino. Mais do que um protesto, a iniciativa da flotilha reafirma o internacionalismo como prática concreta, transformando solidariedade em ação direta contra a guerra e a opressão.