Lutas

Total repúdio à decisão arbitrária que impede ato classista do 1º de Maio na Avenida Paulista

Redação

24 de abril de 2026
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Ano passado, a CSP-Conlutas realizou o ato do 1º de Maio na avenida Paulista | Foto: Sindmetal SJC/Roosevelt Cássio

O PSTU manifesta repúdio à decisão da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) que impede a realização do ato classista do 1º de Maio na Avenida Paulista. A medida atinge diretamente a convocação feita pela CSP-Conlutas e por outras organizações sindicais e populares.

O pré-candidato à presidência da República pelo PSTU, Hertz Dias, criticou a decisão e declarou apoio à mobilização dos trabalhadores:

Toda solidariedade à CSP-Conlutas diante dessa tentativa de impedir o 1º de Maio classista. É fundamental que a classe trabalhadora construa um dia de luta, internacionalista e com independência de classe, que enfrente a extrema direita, mas também o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que segue atacando direitos. Vamos às ruas para defender nossas reivindicações e nossa organização independente.

CSP-Conlutas denuncia arbitrariedade

A CSP-Conlutas emitiu uma nota de repúdio denunciando a decisão como arbitrária e um ataque ao direito democrático de manifestação da classe trabalhadora. A central havia convocado o ato para a Avenida Paulista, em frente ao  Museu de Arte de São Paulo (MASP), repetindo o local das mobilizações do ano anterior.

Segundo a entidade, o pedido foi protocolado no dia 23 de março junto à Polícia Militar e à SSP-SP, respeitando todos os trâmites legais. No entanto, apenas durante uma reunião técnica realizada na sexta-feira (24), as organizações foram informadas de que não poderiam utilizar o espaço, sob a justificativa de que já estaria reservado para outros grupos, “em sua maioria de extrema direita”.

Para o dirigente Atnágoras Lopes, da Secretaria Nacional Executiva da CSP-Conlutas e militante do PSTU, a decisão é inaceitável:

É um absurdo que, justamente no Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, se impeça a realização de um ato classista e combativo na principal avenida do país. Trata-se de uma decisão arbitrária, tomada de última hora, que fere o direito de organização e manifestação da classe trabalhadora.

Ele também denunciou o favorecimento a setores reacionários:

Não é aceitável que o espaço seja destinado a grupos de extrema direita enquanto se tenta impedir que trabalhadores se manifestem no seu próprio dia de luta. Isso revela um tratamento desigual e político por parte do poder público.

A CSP-Conlutas afirma que exigirá dos governos estadual e municipal o respeito ao direito de manifestação e que seguirá mobilizada para garantir um 1º de Maio classista, combativo e de luta em defesa das reivindicações da classe trabalhadora.

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