Lutas

Professores municipais de São Paulo entram em greve por tempo indeterminado e rejeitam proposta rebaixada de Nunes

PSTU-SP

28 de abril de 2026
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Os professores da rede municipal de São Paulo aprovaram por unanimidade, em assembleia realizada nesta terça-feira, dia 28, em frente à Prefeitura, a greve por tempo indeterminado da categoria. A decisão expressa a revolta contra a política de arrocho salarial do prefeito Ricardo Nunes e a falta de respostas às principais reivindicações dos professores, quadro de apoio e ATE (Auxiliares Técnicos Educacionais).

A proposta apresentada pela Prefeitura foi amplamente rejeitada pelos trabalhadores. O reajuste oferecido, de apenas 3,51%, foi considerado vergonhoso pela categoria. Desse percentual, 2,55% já estavam garantidos desde o ano passado, restando apenas uma pequena parcela adicional, ainda por cima, parcelada.

Além do ataque aos salários, outro ponto que gerou forte indignação foi a ausência de qualquer solução para os trabalhadores readaptados, que sofreram cortes de até 33% em seus salários. O processo judicial segue sem curso, e mesmo diante da pressão da categoria, o governo Nunes não apresentou nenhuma solução.

A greve demonstra que cresce a disposição de luta entre os servidores municipais contra a política de sucateamento da educação pública, a desvalorização profissional e o congelamento salarial imposto pela gestão municipal. Desde a pandemia os reajustes da categoria não repõe sequer a inflação.

Se cuida Nunes, professores na rua até a vitória

Como continuidade da mobilização, os grevistas aprovaram nova assembleia no dia 6 de maio, às 10h, em frente à Secretaria Municipal de Educação. Após a atividade, a categoria realizará uma passeata em caminhada até a Avenida 23 de Maio, buscando ampliar a pressão sobre a Prefeitura e dialogar com a população sobre os motivos da paralisação.

Nossa luta é uma só: Unificar as lutas em defesa da educação

A greve dos municipais ocorre em um momento de ascenso das lutas na educação em São Paulo e deve buscar a mais ampla unidade com os demais setores em mobilização.

A recente greve dos funcionários da Universidade de São Paulo mostrou que quem luta conquista. A categoria arrancou a isonomia com os professores, garantindo cerca de R$ 1.600 a mais nos salários.

Também é fundamental unificar com os professores estaduais, que enfrentam a precarização, lutam pela efetivação da categoria O e o fim do farol, contra o fechamento das salas de aula e o PL 1316 em votação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que representa uma verdadeira reforma administrativa no estado.

Da mesma forma, é necessário fortalecer a unidade com os estudantes da Universidade de São Paulo, que constroem uma forte greve por melhores condições de assistência estudantil, contra o sucateamento do bandejao e mais professores.

Só a unidade entre municipais, estaduais, federais, estudantes e demais trabalhadores da educação pode impor derrotas aos governos, contra seus planos de privatização, garantir valorização salarial, direitos e investimento real na educação pública.

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