As Centrais Sindicais brasileiras manifestaram-se em solidariedade a um dos fundadores da CSP-Conlutas, José Maria de Almeida, presidente do PSTU, condenado a dois anos de prisão em regime aberto, por suposto racismo contra judeus em discurso em defesa do povo palestino e de denúncia dos crimes cometidos pelo Estado de Israel.
A decisão representa um grave ataque à liberdade de expressão e à solidariedade internacional, ao tentar transformar em crime a denúncia do genocídio em Gaza, do regime de apartheid e da política colonialista imposta há décadas por Israel ao povo palestino.
Trata-se de uma perseguição política inaceitável, baseada na tentativa de confundir a crítica ao sionismo, uma ideologia racista e de extrema direita, com ataque ao povo judeu.
A sentença não tem qualquer sustentação, seja histórica, política ou legal e expressa uma ofensiva de assédio judicial contra jornalistas, ativistas e lutadores que denunciam o genocídio palestino.
Uma grande campanha vem ganhando corpo para impedir que que sejam criminalizadas as denúncias dos crimes de guerra cometidos por Israel e exige o fim desse regime racista, segregacionista e genocida, em defesa de uma Palestina livre, laica e democrática.
Defender o povo palestino não é crime. Crime é o genocídio cometido pelo Estado de Israel. Palestina Livre, do rio ao mar!
Leia abaixo a nota na íntegra
Solidariedade a Zé Maria! Contra arbitrariedade, censura e repressão
As centrais sindicais brasileiras repudiam a condenação imposta pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo ao presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida. Ele foi sentenciado a dois anos de prisão, em regime aberto, por um discurso no qual denunciava crimes atribuídos ao Estado de Israel e manifestava solidariedade ao povo palestino.
Para as entidades, a decisão representa um grave ataque à liberdade de expressão e um cerceamento da solidariedade internacional. A condenação se insere em um contexto mais amplo de perseguição a vozes que denunciam o que classificam como genocídio do povo palestino.
As centrais destacam que o caso se soma a ações judiciais contra o jornalista Breno Altman, além de militantes da Frente Palestina de São Paulo, como Soraya Misleh, Muhammad Kadri e Rawa Al-Sagheer, bem como ao bar e centro cultural palestino Al Janiah.
Diante desse cenário, as centrais sindicais manifestam solidariedade a José Maria de Almeida e a todos os ativistas e jornalistas atingidos por processos semelhantes. As entidades defendem a revisão da sentença, em respeito às garantias constitucionais e ao direito à livre manifestação.
São Paulo, 29 de abril de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Emanuel Melato, presidente da Intersindical Instrumento de Luta
Atnágoras Teixeira Lopes, Secretário Executivo da CSP-Conlutas