Declarações

É necessário defender Breno Altman contra os ataques do sionismo

Confederação Israelita do Brasil reforça perseguição e tenta censurar jornalista

Redação

5 de fevereiro de 2024
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Enquanto o Estado terrorista de Israel avança em seu projeto de genocídio e limpeza étnica, que já ceifou a vida de mais de 27 mil palestinos, a grande maioria mulheres e crianças, em meio a uma série de crimes de guerra que incluem a prisão e a tortura de civis ,  no Brasil organizações diretamente ligadas e financiadas por esse Estado criminoso atuam para perseguir, caluniar, e censurar jornalistas que ousam denunciar os crimes contra a humanidade que ocorrem neste momento na Palestina ocupada.

Uma dessas entidades, a Conib (Confederação Israelita do Brasil), vem realizando uma ampla e covarde campanha contra o jornalista Breno Altman, fundador do Portal Opera Mundi, e que, de origem judaica, vem denunciando as barbáries cometidas pelo Estado nazissionista. Após acionar a Justiça sucessivas vezes, numa espécie de assédio judicial, para censurar conteúdos supostamente “antissemitas”, agora a entidade busca simplesmente banir o jornalista de qualquer meio de comunicação, proibindo-o de gravar vídeos, participar de lives ou manifestações. E isso sob pena de prisão preventiva.

A entidade reforçou sua ofensiva persecutória após Breno Altman ter declarado apoio à fala de José Genoíno defendendo o boicote a empresas ligadas ao Estado de Israel. Trata-se de uma tentativa explícita e inaceitável de censura, que atenta não só contra o jornalista, mas o próprio movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), que defende o boicote a empresas ligadas ao Estado terrorista de Israel a exemplo do movimento que ocorreu contra o Estado de Apartheid na África do Sul. Trata-se ainda de uma tentativa de intimidação contra qualquer um que se levante contra o genocídio em marcha na Palestina. 

Esse tentativa de censura ocorre justamente no momento em que massivas manifestações contra a limpeza étnica perpetrada pelo Estado de Israel ocorrem em várias partes do mundo, expondo aos olhos do mundo não só os incessantes ataques contra a população palestina desde outubro, mas a própria história de 75 anos de colonialismo, subjugação e massacres sofridos pelos palestinos desde a fundação desse Estado. A fúria com que o sionismo persegue as vozes que ousam se levantar contra esse genocídio, como a de Breno Altman, desmascara o Estado de Israel e põe a nu seu real caráter autoritário e fascista.

Já o velho e surrado argumento do “antissemitismo” visa confundir de forma deliberada, colocando um sinal de igual entre sionismo e judeus, ignorando que parte significativa do movimento antissionista é composta por judeus, a exemplo de Altman. É um discurso para blindar de qualquer crítica às atrocidades diárias cometidas por esse Estado terrorista.

É necessário seguir, e reforçar, as mobilizações em apoio e solidariedade ao povo palestino contra o genocídio e a limpeza étnica. Da mesma forma, é preciso que todas as organizações, entidades de classe, trabalhadores e personalidades que reivindicam as liberdades democráticas rechacem de forma categórica essa perseguição arbitrária realizada pela Conib contra o jornalista. É tarefa de todos os setores de classe, de esquerda e democráticos, defender Breno Altman contra esta tentativa de censura e cerceamento.

Tirem as mãos de Breno!