O pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU, Hertz, esteve em Recife na última sexta-feira para o lançamento das pré-candidaturas do partido em Pernambuco. A atividade aconteceu na sede do PSTU e reuniu militância, ativistas e apoiadores.
Foram lançadas as pré-candidaturas de Guilherme Fonseca ao governo do estado, Valéria Félix à vice-governadora, José Mariano ao Senado e Caio Marx a deputado estadual.
Em sua fala, Hertz apontou a extrema-direita como resultado direto da forma como o país foi governado nas últimas décadas. "A extrema-direita é produto da decadência do país e da forma como o PT governou por 17 anos. O maior crime que o PT cometeu foi o de deseducar a classe trabalhadora, ensinando a conciliação de classes e fazendo o povo apostar suas fichas no próprio inimigo", afirmou.

Guilherme Fonseca, pré-candidato ao governo, dirigiu suas críticas ao alinhamento do PT com as oligarquias pernambucanas. "É contraditório ver Lula se juntar com quem quer todas as oligarquias do seu lado. Como é que você enfrenta as oligarquias em Pernambuco quando o presidente que você apoia defende essas mesmas oligarquias? Lula não está contra as oligarquias, está com elas. Assim como Raquel Lyra e João Campos", declarou.
Caio Marx, pré-candidato a deputado estadual, reforçou o caráter da disputa. "Não estamos nessa disputa apenas para demarcar posição. Nós queremos ganhar. Cada voto na nossa chapa é um voto num programa revolucionário e socialista, que quer enfrentar a burguesia nacional e internacional para transformar de verdade a vida dos trabalhadores", disse.
No sábado, Hertz seguiu agenda em Jaboatão dos Guararapes, onde visitou a comunidade Novo Horizonte e conversou com moradores. Na visita, constatou a situação caótica da infraestrutura urbana, sem asfalto e sem esgoto, e a precariedade das escolas da região. À tarde, participou de gravações no Recife Antigo.
Para Hertz, a saída para os problemas do país passa por um programa de ruptura. "Não é possível resolver os problemas do Brasil se não expropriarmos os 250 bilionários que controlam a riqueza do país. Nosso programa defende a suspensão do pagamento da dívida pública, a estatização do sistema financeiro e a retomada de setores estratégicos como minério, petróleo e energia, que foram entregues ao capital estrangeiro e à burguesia nacional. Precisamos de uma reforma agrária sob controle dos trabalhadores e de uma economia planificada, onde a produção seja voltada para as necessidades das pessoas, e não para o lucro do mercado", concluiu.