Entidades protestam contra Trump, denunciam Delcy Rodriguez e exigem fim da repressão
Em solidariedade ao povo venezuelano, a CSP-Conlutas fez parte do grupo de entidades sindicais e políticas que protestou em frente ao Consulado da Venezuela, em São Paulo, nesta terça-feira (10). A mobilização ocorre após um mais de um mês da agressão imperialista que sequestrou o presidente Nicolas Maduro e sua esposa.
Antes do ato, os ativistas protocolaram um documento no órgão que representa a Venezuela no Brasil. A carta se solidariza frente ato ataque executado por Donald Trump, porém também denuncia os rumos que o governo de Delcy Rodriguez tem tomado de forma a colaborar com o imperialismo.
Não se trata de fazer uma defesa do governo de Nicolas Maduro, uma vez que este penalizou os trabalhadores, mas de apontar as consequências para os trabalhadores da Venezuela e de toda América Latina
Também foram feitas exigências como a garantia de liberdade de manifestação e o fim imediato da repressão contra os trabalhadores que se põe a lutar por direitos nas ruas da Venezuela. Os presos políticos, sindicalistas opositores, também devem ser soltos imediatamente.
“Cobramos o respeito ao direito e as garantias políticas para que o povo venezuelano tenha a possibilidade (…) da participação democrática de fixar e lutar por seu ponto de vista diante do que acontece no país”, afirma um trecho do documento.
No encerramento, a carta reafirma que os problemas internos da Venezuela podem ser resolvidos apenas pelos venezuelanos e venezuelanas, com garantias democráticas para se poder defender a soberania nacional.
“O sequestro do ex-presidente é uma escalada sem precedentes dos EUA para expandir seus domínios na América Latina. Essa questão que afeta os venezuelanos, também afeta todos nós na América Latina” explica Fábio Bosco, do Setorial Internacional da CSP-Conlutas.
“Nós também fazemos a crítica ao governo Lula que minimiza os acontecimentos na Venezuela, como o roubo do petróleo. Chamamos esse ato porque a esquerda independente do governo na Venezuela começou a se manifestar. A classe trabalhadora começou a se movimentar” complementa.
Entre as principais pautas reivindicadas no país vizinho está a de salários dignos, liberdades democráticas e soltura dos presos políticos.
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Todo apoio
Essas reivindicações devem ser repercutida no Brasil e no demais países da América Latina. Este é o método da CSP-Conlutas para fortalecer a luta de uma esquerda que busca atender as reais demandas dos trabalhadores venezuelanos.
Nossa Central repudia as ações imperialistas de Trump e o colaboraciomismo de Delcy Rodriguez. Também é preciso denunciar Lula que frente a esta situação resolveu escolher Trump como aliado na região. Como maior economia da América Latina, o Brasil tem a obrigação de rejeitar os planos de Trump.