Pelos espaços estudantis e permanência, derrotar Tarcísio-Segurado!
A tentativa da reitoria de dividir nossas lutas fracassou. A greve dos servidores, desde o início, foi realizada do lado dos estudantes, com três grandes atos unitários. Agora temos mais de 104 cursos em greve, com um comando de greve que encaminhou uma carta de reivindicações e coloca em questão quem deve decidir os rumos da universidade.
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Vitória da greve dos servidores! Seguir a luta de forma unificada!
Frente ao ultimato da reitoria, que ameaçou retirar as propostas da mesa, os servidores souberam garantir suas conquistas ao encerrar a greve sem recuar um milímetro da aliança com os estudantes. O fim da greve não significou abandono da luta estudantil, como alardeado pelo Nossa Classe (MRT). Ao defenderem a continuidade a despeito das divisões na base da categoria poderiam colocar a vitória dos funcionários em questão. Tanto que, apesar do discurso, votaram conosco e a grande maioria da vanguarda da greve em todos os comandos e assembléias.
Agora, é um novo momento da luta, com novas paralisações dos servidores e atos unitários, no qual a plenária de estudantes e trabalhadores foi um primeiro passo.

Próximos passos: construir a greve unificada das estaduais paulistas!
Não podemos ter nenhuma confiança na reitoria durante as negociações. Aluísio Segurado recuou na minuta sobre os espaços estudantis, mas sem uma assinatura que a enterre a luta segue! Tudo que passamos, do ponto de vista da permanência-orçamento, está relacionado aos “parâmetros de sustentabilidade” da USP, um teto de gastos orçamentário, muito semelhante ao que é feito contra as universidades federais pelo governo Lula e seu Arcabouço Fiscal. Por isso, apostamos no fortalecimento do comando de greve e erguer eixos de reivindicação: Ampliação da bolsa PAPFE para o salário mínimo paulista; ruptura dos contratos com as empresas terceirizadas e a estatização dos bandejões; reforma/ ampliação do CRUSP e criação de moradia; fim dos “parâmetros de sustentabilidade”; e cotas trans e PCD já.
A Unesp está com a reitoria ocupada, e com campus preparando greve. Na Unicamp, indicaram paralisação. Essas lutas tem um inimigo em comum: Tarcísio e seu projeto de destruição da Educação. Como primeiro passo para a unificação, defendemos um dia de ato em São Paulo, com paralisação geral: dia 4 de maio, durante a reunião do Fórum das Seis (entidade que reúne as três categorias das três estaduais e suas reitorias). Daí, preparar uma greve geral das estaduais, para derrotar o governo Tarcísio.
Para romper as engrenagens do sistema capitalista, construir uma alternativa revolucionária e socialista!
Os técnicos de mais de 50 universidades federais estão em greve, contra o teto de gastos de Lula, o Arcabouço Fiscal, além da UERJ. Além disso, os professores do município estão enfrentando a prefeitura de Nunes. Somos parte dessas lutas, assim como atuamos na greve dos servidores e estudantes da USP. Defendemos um programa revolucionário para construir uma sociedade socialista, onde sejam os trabalhadores que governem. Para derrotar a extrema direita privatista e elitista de Tarcísio, seu capacho Segurado, e construir uma oposição de esquerda ao governo Lula, vem com a gente.
1º de Maio na República: independência de classe e internacionalismo!
Nós do Rebeldia-PSTU construímos a CSP-Conlutas, a única central sindical que é oposição de esquerda ao governo federal, à qual o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) é filiado. Por isso, vamos ocupar a Praça da República para o único ato independente do governo Lula e da extrema direita que vai rolar, exigindo: fim da 6×1 e a redução da jornada de trabalho, do feminicídio, da violência policial, do arcabouço fiscal, contra as privatizações de todos os governos e pela luta anti-imperialista, contra Trump, em defesa do povo palestino, iraniano e ucraniano.