Nacional

SC: Governador Jorginho Mello (PL) nomeia o próprio filho como secretário da Casa Civil

É grande a ‘’mamata bolsonarista’’ em Santa Catarina!

PSTU-SC

4 de janeiro de 2024
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Governador Jorginho Mello e seus aliados vêm transformando o Estado de Santa Catarina em um verdadeiro feudo familiar | Foto: Reprodução Redes Sociais

O bolsonarista Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, anunciou a nomeação do filho como secretário da Casa Civil. Uma prática de nepotismo descarada, que demonstra que o bolsonarismo e o PL não têm nada de novo, nada de mudança e seguem o mesmo caminho dos partidos dessa democracia burguesa.

Jorginho adora falar que pratica a mudança, mas o seu desgoverno continua acelerado. Acena para o bolsonarismo e chama o ex-presidente Bolsonaro para questões políticas no Estado. Bolsonaro, que inclusive adora colocar os filhos em cargos, como fez com o seu filho Eduardo para a embaixada dos Estados Unidos. Como ele próprio disse: “Pretendo beneficiar um filho meu, sim.”

Em uma clara contradição com a promessa de uma “nova política”, o governador Jorginho Mello e seus aliados vêm transformando o Estado em um verdadeiro feudo familiar. A prática do nepotismo, tão combatida durante a campanha eleitoral, tornou-se evidente com a nomeação de parentes para cargos públicos.

A mamata continua e segue a cartilha do bolsonarismo com a questão do desmonte e ataque aos serviços públicos e ao funcionalismo, como o desconto dos professores aposentados, privatização da educação, cortes da bolsa do ensino médio, entre outros.

Prática generalizada ente a direita e a esquerda reformista

Essas práticas são generalizadas entre os deputados e senadores, o nepotismo é também prática frequente de vários ministros. Tanto nos setores da direita tradicional e do bolsonarismo, assim como na dita esquerda reformista. Os que muito criticam estão atolados dos dois lados nesse “chorume” que é essa democracia dos ricos, um espetáculo para enganar o povo.

O desafio político do nosso tempo, para enterrar de uma vez por todas o perigo desses discursos de ódio e prática dessa ultradireita, é preciso superar o programa, a estratégia e as táticas desta esquerda capitalista, liberal e defensora da ordem burguesa, com vários casos de corrupção e que têm hegemonizado o cenário político, até o momento, que favorece essa ultradireita.

A omissão do governo federal, representado por Lula, diante de vários episódios, revela um compromisso questionável e levanta suspeitas sobre a relação entre aliados bolsonaristas e o atual governo. O “rabo preso” evidencia-se, impedindo uma manifestação clara e contundente contra os atos absurdos que ocorrem no âmbito estadual.

Alternativa revolucionária, de classe e socialista.

É preciso construir uma alternativa dos trabalhadores e das trabalhadoras, que vá à raiz dos problemas; ou seja, o capitalismo, e que signifique não só uma mudança de governo, mas também de sistema. Para acabar com a desigualdade social brasileira e a corrupção no meio político, é preciso enfrentar os grandes grupos capitalistas que se favorecem com isso.

Enfrentar os bilionários, e reestatizar as maiores empresas sobre o controle dos trabalhadores seria um caminho para termos serviços melhores, mais baratos e para todos os brasileiros. Além de possibilitar com que a riqueza produzida por esses grandes monopólios seja utilizada pelos trabalhadores, sendo destinada para universalizar os serviços públicos como saneamento básico, melhores salários, pleno emprego, investimentos nas áreas sociais e necessidades reais do país, possibilitando romper a dominação imperialista.

Este ano tem eleições burguesas, onde será um desafio para nós da classe trabalhadora apresentar um programa com independência de classe, uma alternativa socialista e revolucionária para o Brasil. Nós do PSTU estamos na linha de frente defendendo um programa de uma alternativa revolucionária e socialista para o Brasil.

— Pelo fim do nepotismo e desta falsa democracia burguesa!
— Pela investigação e punição das práticas abusivas por parte do governo estadual e de seus aliados bolsonaristas!
— Nenhuma confiança no governo Lula e Alckmin, que não faz o enfrentamento com a extrema direita bolsonarista!
— Por um governo socialista formado por trabalhadores, que atenda as necessidades dos trabalhadores e não de uma pequena elite exploradora!