Segunda-feira foi marcada por protestos contra o ataque dos EUA à Venezuela
A primeira segunda-feira de 2026 foi marcada por manifestações em várias regiões do Brasil contra o ataque imperialista dos EUA à Venezuela e em solidariedade ao povo venezuelano. Na madrugada do último dia 3, forças militares norte-americanas invadiram e bombardearam o país, sequestrando Nicolás Maduro e sua esposa, numa ação sem precedentes do imperialismo norte-americano na América Latina.
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Na capital paulista, centenas de manifestantes se reuniram em frente ao Consulado dos EUA, denunciando o ataque e exigindo o fim da ingerência norte-americana sobre a Venezuela e a América Latina. “Desde a primeira hora que os EUA desferiram seu ataque contra a Venezuela, nós da LIT e do PSTU, junto a outras organizações, nos levantamos em defesa da autodeterminação dos povos e sua soberania em todo o mundo”, discursou Vera Lúcia.
Não chamando qualquer confiança no governo venezuelano que, ao invés de chamar por um levante dos governos e dos povos latino-americanos contra o imperialismo, negocia com Trump, Vera afirmou que a defesa da soberania não virá de nenhum do governo, mas através da organização independente da classe trabalhadora. “Mas a unidade política e militar em defesa da soberania é um princípio revolucionário, daqueles que lutam contra toda a forma de exploração e opressão no mundo, por isso nos somamos ao chamado LIT para que, junto às demais organizações, nos levantemos em todos os países”, afirmou.
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“O que está em jogo não é apenas o que acontece na Venezuela, eles querem roubar as riquezas de toda a América Latina, tratando todos os países como seu quintal”, denunciou Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Executiva Nacional da CSP-Conlutas e da direção do PSTU. “Enganam-se aqueles que acham que Trump está preocupado com democracia, não se trata de democracia, mas de domínio, de petróleo, se trata de ampliar a exploração capitalista”, afirmou, defendendo que as organizações de classe, como os sindicatos, discutam em suas bases e disputem a consciência dos trabalhadores sobre a necessidade de se enfrentar o imperialismo e defender a soberania dos povos.
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Rio de Janeiro
A manifestação na capital fluminense partiu da Cinelândia e percorreu o centro da cidade, reunindo centenas de ativistas. “Estamos aqui para denunciar e repudiar a agressão imperialista à Venezuela pelo imperialismo norte-americano através de Trump”, afirmou Cyro Garcia, da direção do PSTU-RJ. “Todos sabem que o que eles querem é o petróleo da Venezuela e as riquezas dos países latino-americanos”, denunciou, atacando ainda o governador Cláudio Castro e a extrema direita brasileira capacha de Trump que aplaudiram o ataque imperialista.
Cyro exigiu ainda que o governo Lula tome medidas concretas em defesa da soberania do povo venezuelano e contra o governo imperialista de Trump.
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Belo Horizonte
O protesto em Belo Horizonte partiu da Praça 7 e tomou o centro da capital mineira, reunindo algo como 300 manifestantes. “É muito importante estes atos que ocorrem em todo o país, para denunciar em alto e bom som: Fora Trump da Venezuela”, discursou o trabalhador da mineração e dirigente do PSTU-MG, Rafael Duda. “O ataque hoje na Venezuela é um ataque amanhã na Colômbia, é um ataque aqui no Brasil”, advertiu.
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Porto Alegre
A manifestação em Porto Alegre ocorreu em frente ao Consulado dos EUA, e contou com uma violenta repressão da Brigada Militar, a mando do governador Eduardo Leite. A política utilizou spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes contra os manifestantes. A Polícia Federal deteve dois manifestantes.
A repressão não conseguiu dispersar o protesto, que se encerrou com a queima da bandeira dos EUA e de um boneco de Trump.
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Belém (PA)
Na capital paraense a manifestação ocorreu em frente ao escritório da ONU. “Nós, junto com vários partidos e organizações, estamos nas ruas em defesa do povo venezuelano, contra os EUA, que invadiu o país sob a desculpa esfarrapada de combate ao narcotráfico”, afirmou Well Macedo, do PSTU.
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Natal (RN)
A manifestação na capital potiguar ocorreu em frente ao Shopping Midway e contou com dezenas de ativistas, que denunciaram imperialismo norte-americano e chamara à unidade dos trabalhadores e dos povos latino-americanos em defesa da soberania e da autodeterminação.
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Maringá (PR)
Dezenas de manifestantes foram às ruas em Maringá contra o ataque e a invasão imperialista dos EUA à Venezuela. O ato também repudiou o genocídio perpetrado pelo Estado de Israel na Palestina, com o apoio de Trump, exigindo uma Palestina livre, do rio ao mar.
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