Solidariedade a Zé Maria! Não à criminalização das vozes favoráveis à Palestina!
No próximo dia 11 de fevereiro haverá uma audiência de instrução do processo contra o Presidente Nacional do PSTU, José Maria de Almeida. O processo foi movido inicialmente pela Confederação Israelita Brasileira (CONIB) a qual, junto com sua rede de aliados, tem buscado criminalizar todas as vozes que criticam o genocídio na Palestina.
A acusação se baseia em uma fala realizada numa manifestação em 2023, na qual Zé Maria levou uma mensagem de solidariedade ao povo palestino em nome do PSTU.
Esta tentativa de criminalizar as vozes solidárias à Palestina não é nova mas ganhou força a partir do início do genocídio na Palestina em outubro de 2023. Exemplo disso foi a lista de 130 ativistas da causa Palestina elaborada por um deputado bolsonarista e enviada para o governo dos Estados Unidos ainda em 2023.
De lá para cá houve um pouco de tudo. Teve a agressão física na porta do clube Hebraica em São Paulo contra duas ativistas do núcleo Palestina do PT. Houve outras ações judiciais contra ativistas em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul das quais a mais conhecida foi a ação contra o jornalista Breno Altman.
E também, de forma muito ampla, dezenas de vozes solidárias à Palestina são atacadas, ameaçadas e caluniadas nas redes sociais por sionistas e integrantes da extrema direita brasileira como ocorreu neste mês quando um professor da UFRJ e assessor do partido liberal usou as redes sociais para caluniar os integrantes da Frente Palestina de São Paulo Soraya Misleh, Muhammad Kadri e Rawa Al-Sagheer, bem como o bar e centro cultural palestino Al-Janiah em São Paulo.
As ações judiciais utilizam a falsa equiparação entre o antissemitismo e o antissionismo ou até mesmo qualquer crítica às ações genocidas do estado de Israel. E, abusivamente, busca o enquadramento na lei brasileira contra o racismo, que é um contrassenso absoluto.
Em todo o mundo os aliados do sionismo também recorrem à repressão e à criminalização das vozes solidárias à Palestina.
Na Alemanha, na cidade de Berlim, é proibido o porte de bandeiras ou lenços palestinos, bem como utilizar o slogan “Palestina livre do rio ao mar”.
Na França, as manifestações de solidariedade à Palestina são proibidas e reprimidas pela ação da polícia.
Na Itália, o presidente da Associação de Solidariedade com o Povo Palestino, Mohammad Hannoun e outros membros da comunidade palestina estão presos sob falsas acusações.
Na Reino Unido, ficou conhecido o caso do grupo pacifista Palestine Action que pintou de vermelho as instalações de uma fábrica integrante da rede de produção de armamentos israelenses, que o governo trabalhista britânico acusa de terrorismo de forma que, qualquer pessoa que expresse solidariedade à Palestine Action, seja através de um cartaz ou através de uma intervenção verbal, pode ser presa por apologia ao terrorismo.
Além disso, a Universidade de Londres, a mais importante do país, impediu alunos integrantes do Movimento Soas Liberated Zone de acesso à mesma.
Nos Estados Unidos, os governos Biden e Trump pressionaram as universidades para expulsarem todos aqueles que se manifestem a favor da causa Palestina.
O que ocorre no Brasil, assim, é parte de um esforço internacional do Estado sionista e de todos os governos que são seus aliados para silenciar as vozes de solidariedade à Palestina e ocultarem o genocídio ainda em curso.
Fazemos um chamado à solidariedade ao companheiro Zé Maria. Exigimos a retirada das acusações e o fim da perseguição a todas as vozes solidárias à Palestina.
Não nos calarão!
Antissionismo não é antissemitismo!
Palestina livre do rio ao mar!
Comitê Executivo Nacional do PSTU