Lutas

Técnicos da UFSC se unem à greve nacional por jornada de 30 horas semanais e cumprimento de acordos

PSTU-SC

5 de abril de 2026
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Assembleia aprova integração à greve nacional da Fasubra | Foto: Sintufsc

Em assembleia realizada no dia 26 de março, no auditório da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os técnicos-administrativos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovaram greve e uniram-se a greve nacional da categoria organizada Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que já conta com a participação de mais de 50 universidades. De acordo com o site oficial da Federação: 

A mobilização ocorre em um momento estratégico, em resposta à reunião marcada entre representantes da FASUBRA e o Ministério da Educação (MEC). A categoria busca pressionar o governo federal pelo cumprimento integral do acordo de greve, firmado em 2024. que incluem reestruturação da carreira, condições de trabalho, 30h, RSC para todos, reposicionamento dos aposentados, regra de transição das acelerações, entre outros temas.

A redução da jornada para 30 horas semanais segue como uma das principais reivindicações da categoria, ainda não atendida pelo governo Lula. 

A Assembleia do SINTUFSC foi organizada em informes, análise de conjuntura e a pauta sobre adesão da greve nacional. Nos informes, houve reclamações de trabalhadores do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, devido a provável renovação de contrato com uma empresa pública, mas de direito privado, a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que provoca a terceirização do hospital e precariza as condições de trabalho. Irineu Manoel de Souza, reitor atual da UFSC, provavelmente renovará o contrato com a empresa, indignando os técnicos e trabalhadores do hospital universitário.

Ao mesmo tempo, uma estudante relatou que os docentes indígenas vêm sofrendo ataques e assédio moral por parte de apoiadores de outras chapas nas eleições da reitoria, em razão de seu apoio à candidatura da chapa da última gestão. Diante dessa situação, o sindicato encaminhou a elaboração de uma nota de repúdio a esses ataques de caráter racista. Nós, do PSTU, também repudiamos tais práticas.

Conjuntura

Na análise de conjuntura, foi assinalada a eleição para a reitoria, representando um momento crítico para a universidade. Foram feitos apontamentos sobre a última gestão que, de acordo com estudantes e técnicos, prometeu em sua campanha o café da manhã no Restaurante Universitário e reformas estruturais na universidade, que enfrenta o sucateamento de sua estrutura há anos. As reformas praticamente não ocorreram, muito devido aos cortes orçamentários do governo Lula. E o café da manhã veio somente agora, no final da gestão e apenas para os estudantes isentos, que não pagam para se alimentar por serem de baixa renda.

Ademais, foi apontado pelas falas da Assembleia o não cumprimento da redução da jornada para 30 horas, atitude que já é de praxe do governo federal, visto sua negligência com relação ao fim da escala 6×1 por todo esse tempo, tomando atitude em relação a isso apenas agora, em época de eleições presidenciais; o baixo orçamento da universidade; e os péssimos salários.

Somando-se tudo isso, foi decidido aderir à greve nacional. 38 votos a favor, 29 contra e 8 abstenções. A Assembleia de deflagração da greve acontecerá na próxima terça-feira, 7 de abril. As reivindicações dos técnicos são:

— Jornada de 30 horas semanais;
Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) amplo e irrestrito, reconhecendo aposentados e pensionistas;
— Reposicionamento dos aposentados;
— Democratização das Instituições Federais de Ensino (IFEs);
— Abertura imediata de concursos para intérpretes de Libras e enquadramento adequado para esses profissionais no nível E.

O PSTU presta toda a solidariedade e apoio aos técnicos administrativos do SINTUFSC!

— Pela redução da jornada em 30 horas para os técnicos, já!
— Pela revogação dos cortes do governo Lula, já!
— Pelo cumprimento total de Lula ao acordo da greve de 2024, já!

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