Tem início o 6° Congresso Nacional da CSP-Conlutas
Evento está sendo realizado no Clube Guapira em São Paulo (SP), de hoje (18) a terça-feira (21)
Com o plenário lotado, deu-se a largada, na manhã deste sábado, para o 6º Congresso da CSP-Conlutas, que segue por quatro dias ininterruptos até terça-feira (21), no Clube Guapira em São Paulo (SP). Reunindo delegados e delegadas de sindicatos, movimentos populares, de lutas contra a opressão e da juventude eleitos em assembleias por todo o país, o congresso reúne em torno de mil ativistas (os números exatos serão anunciados após a conclusão do credenciamento).
A manhã deste dia 18 foi dedicada à recepção das delegações, apresentação da central, leitura e aprovação do regimento, além da saudação das delegações internacionais.
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20 anos de luta e independência
O congresso que marca os 20 anos desta entidade que já se firmou como uma alternativa de luta e independência, tanto em relação aos governos quanto os patrões, expressa ainda os setores mais dinâmicos da luta de classes no país hoje. Representantes de povos originários de regiões como Pará e do Maranhão, que enfrentaram e venceram o governo Lula contra a privatização dos rios; os operários da Avibras da região de Sâo José dos Campos que tiveram uma vitória histórica recentemente ao garantir, após 3 anos de greve, o funcionamento de uma das poucas fábricas bélicas do país; os operários da Construção Civil de Belém que, numa forte mobilização poucos dias antes da COP30, dobraram os patrões. Os trabalhadores e estudantes da USP que fazem uma forte greve também estão presentes.
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Democracia operária e programa de lutas
Sob o lema “Independência de classe, luta e internacionalismo: construindo uma alternativa operária e popular”, o congresso será marcado por mesas temáticas sobre a conjuntura nacional, internacional, opressões, povos originários, movimento popular, e outros temas de fundamental importância para a classe trabalhadora e os povos em luta. Os grupos de trabalho e as reuniões setoriais, por sua vez, serão responsáveis por garantir voz às delegadas e delegados presentes, garantindo a democracia operária que marca o funcionamento da central.
O congresso deve ainda discutir e elaborar um programa de lutas em relação às mobilizações mais importantes que ocorrem hoje, como a luta pelo fim da Escala 6×1, com a redução da jornada sem redução dos salários; a luta contra o feminicídios; as mobilizações em favor das demarcações das terras indígenas e quilombolas, contra a violência do agronegócio, entre outras.
Na terça-feira, 21, deve ser eleita a nova Secretaria Executiva Nacional, responsável por, a partir dos eixos aprovados pelo congresso, coordenar a entidade até o próximo congresso.