Congresso da CSP-Conlutas

GTs reforçam democracia operária e amplo debate entre delegadas e delegados

Roberto Aguiar, da redação

19 de abril de 2026
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A CSP-Conlutas se destaca por garantir uma verdadeira democracia operária | Foto: Phill Natal

Os Grupos de Trabalho (GTs) do 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas marcaram mais uma etapa fundamental do encontro ao garantir um amplo, plural e democrático espaço de discussão entre as delegadas e delegados presentes.

Organizados em cinco eixos — conjuntura nacional, internacional e plano de lutas; defesa do território e meio ambiente; combate às opressões; luta contra a precarização do trabalho; e balanço — os GTs foram estruturados em dois grupos por tema. A divisão assegurou uma distribuição equilibrada dos participantes, permitindo maior aprofundamento dos debates e a participação ativa de todos.

Nos GTs, todas as resoluções apresentadas ao Congresso por sindicatos, movimentos e grupos políticos são debatidas democraticamente. Trata-se de um dos momentos mais ricos do processo congressual, onde cada proposta pode ser defendida, questionada e aprimorada coletivamente.

Esses espaços expressam, na prática, o compromisso da central com a mais ampla democracia operária. É nos GTs que todas e todos têm voz, podendo apresentar suas posições, divergências e contribuições, mesmo quando os debates se tornam mais intensos.

As resoluções que atingirem o mínimo de 10% dos votos nos grupos serão encaminhadas para apreciação na plenária final, que tem início nesta segunda-feira (dia 20), reunindo o conjunto das delegadas e delegados.

Para Atnágoras Lopes, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém (PA) e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, o funcionamento dos GTs evidencia uma diferença fundamental em relação a outras centrais sindicais do país.

“A CSP-Conlutas se destaca por garantir uma verdadeira democracia operária. Aqui, a base é ouvida, todas as posições têm espaço e existem mecanismos reais para a defesa das diferentes propostas. Isso é o oposto do que ocorre em muitas centrais sindicais brasileiras, marcadas pela burocratização e pelo distanciamento das decisões. Mesmo quando os debates são acalorados, é a democracia que prevalece”, afirmou.

O 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas está sendo realizado no Clube Guapira, em São Paulo, e segue até a próxima terça-feira (dia 21), reunindo trabalhadores e trabalhadoras de todo o país na construção de uma alternativa classista e combativa.

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