Congresso da CSP-Conlutas

Delegações internacionais realizam saudação e defendem unificação das lutas no mundo

Redação

18 de abril de 2026
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Ato internacionalista no primeiro dia de congresso | Foto: Maísa Mendes

O internacionalismo proletário sempre foi marca dessas duas décadas de existência da CSP-Conlutas. Neste 6º Congresso não é diferente, com uma significativa delegação internacional de representantes das lutas de países como o Reino Unido até Botswana, passando pela Venezuela e Cuba, duas nações que estão enfrentando os ataques e ameaças do imperialismo de Trump.

Neste primeiro dia de congresso, um emocionante ato reuniu essas delegações, que foram efusivamente recepcionadas pelos mais de mil delegados reunidos no plenário. “Abaixo o imperialismo, abaixo o colonialismo”, bradou Inzhi Moalosi, de Botswana, representante do Bopeu (Botsuana Public Employees Union – Sindicato dos trabalhadores públicos de Botsuana). “Vim de bastante longe para participar deste encontro de vocês e fico muito feliz com essa recepção”, agradeceu, emendando um “Viva a Palestina!”.

Além da solidariedade à luta do povo palestino, o enfrentamento ao neoliberalismo e à superexploração dos trabalhadores num momento de crise do capitalismo, foi compartilhada por representantes dos diferentes países. Como Farhnana Uddin, do IWGB (Independent Workers of Great Britain – Trabalhadores Independentes da Grã-Bretanha). “Nosso sindicato foi construído e é liderado por imigrantes, eu sou de Bangladesh, e nosso sindicato representa os trabalhadores precarizados, vocês sabem que essa é a cara do trabalhador precarizado, terceirizado, que atua como guardas, na limpeza, etc”, afirmou.

Farhnana relatou ainda que, neste momento, seu sindicato participa de grandes protestos pelo direito à moradia. “É uma luta que vemos aqui que o Luta Popular faz na Ocupação dos Queixadas”, afirmou, referindo-se à ocupação em Cajamar que enfrenta duramente a ameaça de despejo. “Vendo a situação do mundo, o ataque à Palestina e o Irã, percebemos que, na verdade, é um ataque contra nosso próprio povo, e temos que lutar contra isso também”, declarou.

Justice Quvana, representante da África do Sul (IAC), fez um forte chamado “a todo povo pobre, contra toda forma de desigualdade social e pobreza”. Compõem ainda a delegação internacional representantes da Argentina, Chile, Colômbia, México, França, Espanha, Portugal, Alemanha e Ucrânia.

Ao final do ato, Herbert Soares, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, agradeceu a brigada de tradutores que possibilita a participação das delegações internacionais, fazendo uma emocionante homenagem a Wilson Honório Silva, que faleceu em setembro último e que sempre se dedicou a esse trabalho militante.

Seminário Sindical Anti-imperialista

Tão logo terminando o Congresso da CSP-Conlutas, já no dia 22, ocorre o Seminário Sindical Antiimperialista, também na capital paulista. O seminário deve reunir as delegações internacionais presentes no congresso e trabalhadores brasileiros, promovendo um intercâmbio e troca de experiências para fortalecer os laços de luta e solidariedade entre a classe trabalhadora internacional.

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