A greve da educação municipal de Belo Horizonte segue mostrando a disposição de luta da categoria diante dos ataques da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação. Mesmo com as tentativas de desgaste, intimidação e criminalização do movimento, professoras, professores e trabalhadores da educação seguem mobilizados em defesa dos salários, das condições de trabalho e da escola pública.
Enquanto a categoria enfrenta falta de profissionais, retirada de direitos e o avanço da privatização da educação, o prefeito Álvaro Damião demonstra total desprezo pela greve. Em meio à mobilização da categoria, o prefeito anuncia viagem para os Estados Unidos, em época de Copa do Mundo, sob a justificativa de um “curso sobre educação”, enquanto se recusa a negociar seriamente com os trabalhadores que mantêm a educação pública funcionando todos os dias.
A secretária de educação, Natália Araújo, segue tentando desmoralizar a greve e atacar a categoria. A estratégia da SMED tem sido apostar na desinformação, na pressão sobre as escolas e na tentativa de dividir os trabalhadores. Mas a resposta veio das ruas.
A grande mobilização realizada na porta da Prefeitura, nesse dia 25 de maio, mostrou que a categoria segue viva, combativa e disposta a lutar. Foi uma demonstração de força diante dos desmandos da PBH e da SMED. A greve continua porque os problemas continuam: salários rebaixados, retirada de direitos, ataques à educação infantil, tentativa de terceirização do atendimento das crianças com deficiência e precarização crescente das escolas municipais.
Também é preciso cobrar responsabilidade dos setores progressistas que compõem ou sustentam esse governo. Setores do PT e do PSOL que hoje ocupam espaços na administração municipal não podem seguir em silêncio diante dos ataques à educação e da falta de negociação. Não basta se dizer defensor da educação pública em período eleitoral e, agora, aceitar que a prefeitura trate trabalhadores em greve como inimigos.
É hora de todos aqueles que apoiam Álvaro Damião exigirem retorno imediato da mesa de negociações com a categoria. Quem se reivindica progressista precisa escolher um lado: ou fica com os trabalhadores da educação e a escola pública, ou ajuda a sustentar os ataques da prefeitura.
A força da greve está na mobilização, na unidade da categoria e no apoio da população trabalhadora. Só a luta pode arrancar conquistas e barrar os ataques da PBH.