Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocuparam a reitoria da universidade nesta quarta-feira, 7 de maio, em meio à greve estudantil que já mobiliza diversos cursos e unidades da instituição. A ocupação ocorre após a reitoria anunciar o encerramento da mesa de negociações com o movimento estudantil.
Na última reunião de negociação, realizada na quinta-feira, 30 de abril, representantes da reitoria haviam indicado que uma nova rodada de negociações aconteceria na semana seguinte. No entanto, na segunda-feira, 3 de maio, a administração publicou um comunicado no Jornal da USP informando o fechamento da mesa de negociações.
A principal reivindicação dos estudantes é o aumento real do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). Segundo o movimento, a proposta apresentada pela reitoria é insuficiente diante da realidade enfrentada pelos estudantes mais pobres da universidade. A administração propôs reajuste de apenas R$ 27 no auxílio integral e R$ 5 no auxílio parcial destinado aos moradores do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (CRUSP).
Os estudantes reivindicam a retomada imediata das negociações e um reajuste significativo no valor dos auxílios de permanência estudantil. Para o movimento, a política atual não acompanha o aumento do custo de vida e coloca em risco a permanência de milhares de estudantes na universidade.
“Enquanto a USP segue acumulando bilhões em caixa, milhares de estudantes vivem sem condições dignas de permanência. A reitoria tenta encerrar as negociações oferecendo um reajuste irrisório, que não responde à realidade dos estudantes trabalhadores e pobres da universidade. A ocupação é uma resposta legítima à falta de diálogo e ao descaso da administração”, afirma Maria Clara, diretora do Diretório Central dos Estudantes da USP (DCE-USP) e integrante do Coletivo Rebeldia.
A ocupação da reitoria deve seguir até que a administração da USP aceite reabrir o diálogo e apresentar uma proposta que contemple as demandas estudantis.