A crise política mineira em foco

PSTU-MG
A crise política mineira em foco

Vocês estão acompanhando a crise política de alternativa burguesa nas eleições para o governo do estado de Minas Gerais? Por que tanta instabilidade política?

O primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, Senador Cleitinho, mais uma vez mudou de idéia e disse que não será candidato ao governo de Minas.  Por outro lado, Marcelo Aro, secretário de Zema e Mateus Simões, puxou o tapete deste último. Mateus Simões para revidar demitiu os indicados de Aro para cargos comissionados. 

O PT, por seu lado, apostou no cavalo de Rodrigo Pacheco do PSD, que, por sua vez adotou Mateus Simões como candidato. Depois tentou Kalil, que rechaçou a aliança. Agora, Patrus Ananias assume uma candidatura tendo que responder pelo trágico governo de Pimentel.

Parece uma peça de comédia, mas é a trágica realidade da política burguesa em Minas Gerais. Essa sucessão de candidaturas que surgem e desaparecem não é fruto apenas de ambições pessoais. Ela expressa a incapacidade da própria burguesia mineira de apresentar um projeto estável para enfrentar a crise econômica e social que ela mesma produziu.

Vivemos uma realidade de decadência econômica, marcada pela desindustrialização e pela primarização da economia. A isso se soma a debacle social e moral da burguesia mineira. Ela mantém o destino de Minas Gerais e do país a um passado colonial. O mesmo modelo nascido da exploração de homens e mulheres escravizados, sequestrados do continente africano, agora se perpetua nas engrenagens de acionistas da Vale, CSN, e do grande agronegócio. Pagam salários “que mal dá para comer”, destrói comunidades e o meio ambiente. Quebram o estado com isenções fiscais para beneficiarem a si próprios e os mais ricos. Forjam leis que beneficiam os bilionários e outras que criminalizam as lutas da classe trabalhadora e dos oprimidos. Esses políticos burgueses são a face “jocosa” da decadência burguesa e dos que buscam a conciliação de classes. 

Enquanto essa música desafinada é transmitida todos os dias nos noticiários, outras parcelas da população, a classe trabalhadora, continuam produzindo uma riqueza impressionante. Nas fábricas os operários, com jornadas extenuantes e corpos suados, montam os carros, caminhões, as máquinas que vão colher as safras, ou condicionar o solo para novos edifícios. Nas minas, os minérios continuam sendo retirados e enviados para os portos chineses, japoneses e europeus.  

O pequeno comércio é empurrado para a falência pelo e-commerce, grandes supermercados e shoppings. Os pequenos produtores rurais são cada vez mais reféns dos atravessadores ou distribuidores ligados ao agronegócio. 

Nas ruas trabalhadores de aplicativos, entregadores e autônomos fazem seus “corres”, e nos prédios públicos o funcionalismo faz a máquina pública funcionar e atender a população.

Como se vê, a vida real segue apesar de toda essa crise política da burguesia. Enquanto seus representantes brigam por cargos, conspiram uns contra os outros e disputam quem administrará o Estado em favor dos banqueiros, das mineradoras e do agronegócio, a classe trabalhadora continua produzindo toda a riqueza de Minas Gerais. É preciso, então, que os trabalhadores mais conscientes, os ativistas, façam uma pergunta: se esses políticos dedicam sua vida à defesa dos privilégios de uma minoria e abandonam — se é que algum dia defenderam — os interesses da imensa maioria da população, para que servem?

A resposta é simples: Nada serve de útil para a classe trabalhadora e a maioria da população.

Rafael Duda, candidato do PSTU ao governo de Minas Gerais

Por este motivo, o PSTU lançou o operário da mineração Rafael Duda para Governador, junto com Diana, vice-governadora. Jordano Carvalho, metalúrgico, e Victoria Mello, professora, ambos ao Senado. Queremos que você, trabalhador, operária e operário, professora, trabalhadores da saúde, tenham uma alternativa de classe. Venham construir nossa alternativa, comunista, revolucionária, com os trabalhadores, contra o sistema.

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