Belém (PA): Trabalhadores da construção civil iniciam greve nesta quinta-feira (17)

Roberto Aguiar, da redação
Belém (PA): Trabalhadores da construção civil iniciam greve nesta quinta-feira (17)
Decisão foi tomada em assembleia geral na noite desta terça-feira, dia 15

Os trabalhadores da construção civil de Belém aprovaram, em assembleia geral realizada nesta terça-feira (15), a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (17). A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo sindicato patronal durante as negociações da campanha salarial.

A proposta das empresas prevê reajuste de 4,5% nos salários e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), atualmente fixada em R$ 350, além de reajuste de 12,5% na cesta básica, elevando o benefício de R$ 160 para R$ 180. Para os trabalhadores, a proposta não atende às principais reivindicações da categoria.

A pauta aprovada pelos trabalhadores reivindica reajuste salarial de 8%; de R$ 405 na PLR; de R$ 260 na cesta básica; pagamento dos salários até o dia 30 de cada mês; vale-transporte pago em dinheiro; implantação de uma política de classificação para as mulheres no setor; e manutenção de todas as cláusulas sociais da convenção coletiva.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, Ailson Cunha, a greve é resultado da intransigência patronal diante das reivindicações apresentadas pela categoria.

"A construção civil segue sendo um dos setores que mais gera riqueza no estado, mas os trabalhadores continuam enfrentando salários baixos e condições que não acompanham o aumento do custo de vida. A proposta apresentada pelas empresas está muito distante das necessidades da categoria. A greve foi aprovada democraticamente pelos trabalhadores e demonstra a disposição de luta por uma convenção coletiva que garanta valorização e respeito aos nossos direitos", afirmou.

Para Cleber Rabelo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém e membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, a mobilização será fundamental para avançar nas negociações.

"Os trabalhadores estão dando um recado claro aos patrões: não aceitarão que a conta da crise seja jogada sobre quem produz a riqueza do setor. Nossa pauta é justa e busca garantir melhores condições de vida para milhares de famílias. A greve é um instrumento legítimo de pressão para que as empresas apresentem uma proposta que contemple as reivindicações da categoria", declarou.

O sindicato informa que a partir desta quinta-feira serão realizadas atividades de mobilização e visitas aos canteiros de obras para dialogar com os trabalhadores e fortalecer o movimento grevista em toda a capital paraense.

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