As centrais sindicais brasileiras lançaram uma campanha nacional de solidariedade em apoio à população da Venezuela, atingida por uma sequência de fortes terremotos desde o último dia 24 de junho. A iniciativa convoca sindicatos, federações, confederações e demais entidades do movimento sindical a organizarem arrecadações urgentes de donativos para auxiliar as vítimas da tragédia.
Em nota conjunta, que também é subscrita pela CSP-Conlutas, as entidades destacam que a solidariedade entre os povos é um valor histórico do movimento sindical e afirmam que a ajuda humanitária é fundamental para atender milhares de famílias que perderam suas casas e meios de subsistência.
A mobilização ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária provocada por dois abalos sísmicos que devastaram o país no último dia 24. Segundo o balanço mais recente divulgado neste domingo (28) pelas autoridades venezuelanas, o número de mortos já soma 1.450. Também foram contabilizados 3.150 feridos, enquanto cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas, de acordo com estimativas da ONU.
Os terremotos causaram destruição em larga escala. Até o momento, 774 edifícios foram danificados, dos quais 189 desabaram completamente. Entre as estruturas atingidas estão residências, hospitais, estradas e outros serviços essenciais. As equipes de resgate conseguiram retirar com vida 33 pessoas dos escombros, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem significativamente com o passar dos dias, segundos as autoridades.
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Novo abalo nesta segunda
A situação permanece preocupante. Na manhã desta segunda-feira (29), um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado na região costeira do país. O abalo atingiu áreas de Caracas e La Guaira, uma das cidades mais afetadas pelos terremotos da semana passada. Foi o tremor mais forte registrado desde os dois grandes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que ocorreram em intervalo inferior a dois minutos na última quarta-feira.
Especialistas alertam que o número real de vítimas pode ser ainda maior do que o contabilizado oficialmente. A extensão da destruição lembra outras grandes tragédias sísmicas das últimas décadas, como os terremotos que atingiram o Haiti, em 2010, a região da Caxemira, em 2005, e a fronteira entre Turquia e Síria, em 2023.
Campanha pede doações
Diante desse cenário, as centrais sindicais reforçam a necessidade de ampliar a solidariedade internacional e garantir apoio imediato às vítimas. A campanha busca arrecadar alimentos, água potável, medicamentos, materiais de higiene, roupas, cobertores, barracas, colchões, além de ração e medicamentos para animais.
A CSP-Conlutas também integra a iniciativa e reforça o chamado para que sindicatos, movimentos populares, organizações sociais e trabalhadores se somem aos esforços de apoio ao povo venezuelano neste momento de profunda dor e sofrimento.
Ainda na semana passada, em nota nossa central se solidarizou com o povo venezuelano, conclamando toda solidariedade e apoio neste momento. Para a CSP-Conlutas, a prioridade neste momento é salvar vidas e garantir atendimento às vítimas. Toda ajuda necessária deve ser enviada imediatamente, sem condicionantes políticas ou interesses econômicos.
Vale destacar que a situação diante destes terremotos é agravada por uma profunda crise social e política. A Venezuela convive com os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos que, no início deste ano, invadiram o país, sequestraram o presidente Nicolás Maduro e seguem impondo uma ingerência imperialista, com o colaboracionismo da presidente interina Delcy Rodrigues.
A combinação entre deterioração das condições de vida, infraestrutura precária e ingerência imperialista torna ainda mais difícil a resposta a desastres de grande magnitude como os que ocorreram nos últimos dias. Portanto, para nossa Central é fundamental uma ampla campanha internacional de solidariedade, mas também a continuidade da defesa da soberania do povo venezuelano. O imperialismo ianque, que só suga as riquezas de outros países, deve ser retirado da Venezuela.
Solidariedade à Venezuela
Centrais sindicais conclamam entidades a organizarem arrecadações urgentes
As centrais sindicais brasileiras, confederações, federações e sindicatos lançam uma campanha de solidariedade em apoio ao povo venezuelano, atingido por fortes terremotos desde o dia 24 de junho.
A tragédia, que afetou regiões próximas à fronteira com o Brasil, provocou a destruição de residências, hospitais, estradas e serviços essenciais, deixando mortos, feridos e milhares de desabrigados.
Diante deste cenário de emergência humanitária, conclamamos todas as entidades sindicais a se mobilizarem e organizarem campanhas de arrecadação de donativos destinados à população venezuelana.
As doações podem incluir:
• Alimentos não perecíveis e água potável;
• Kits de primeiros socorros e medicamentos básicos;
• Artigos de higiene pessoal;
• Fraldas e artigos para bebês;
• Ração e medicamentos para cães e gatos;
• Barracas, lonas, cobertores, colchões e roupas limpas;
• Lanternas, pilhas, baterias e carregadores portáteis.
A solidariedade internacional é um valor histórico do movimento sindical. Neste momento de dor e sofrimento, cada gesto de apoio pode fazer a diferença para milhares de famílias venezuelanas.
São Paulo, 27 de junho de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Atnágoras Teixeira Lopes, Secretário Executivo da CSP-Conlutas
Emanuel Melato, presidente da Intersindical Instrumento de Luta
Luiz Arraes, coordenador-nacional do FST (Fórum Sindical de Trabalhadores)