Cada voto nas candidaturas do PSTU ajudou a fortalecer um programa socialista para o Brasil

  • O PSTU continuará nas lutas, disputando a classe trabalhadora para um outro projeto de país e sociedade
Redação
Cada voto nas candidaturas do PSTU ajudou a fortalecer um programa socialista para o Brasil

Fechadas as urnas e computados os votos deste 1º turno das eleições, estamos ainda no calor do momento iniciando um balanço desse processo. Primeiramente, o PSTU agradece a cada voto em nossas candidaturas, tanto às da campanha presidencial de Hertz Dias e Vanessa Portugal, quanto às candidaturas estaduais. Valorizamos cada voto recebido, que resistiu à enorme pressão pelo chamado "voto útil" e que ajudou a fortalecer um projeto e uma alternativa da classe trabalhadora, realmente contra o sistema e por uma transformação de verdade neste país.

Parabenizamos toda a militância que se envolveu numa campanha difícil, que enfrentou o boicote deste sistema eleitoral injusto e antidemocrático, e a censura imposta pela grande mídia que jogou nosso projeto à quase completa invisibilidade. Ao contrário das campanhas dos políticos tradicionais, que prometem mundos e fundos em troca de um voto, a campanha do PSTU dialogou com os trabalhadores e a população pobre, disputando programática e ideologicamente cada pessoa que conseguimos atingir em torno a um projeto revolucionário e socialista. 

Agradecemos e parabenizamos ainda os canais, perfis e veículos de comunicação independentes que ajudaram a superar essa condição de semi clandestinidade imposta pelo sistema. 

"Saímos orgulhosos desse processo porque foi a única campanha que discutiu o que é o Brasil de hoje e as tarefas colocadas para superarmos esse estado de coisas, ou seja, não apresentamos só um programa eleitoral, mas um programa para o país porque os ataques à classe trabalhadora irão se aprofundar independente de quem ganha essas eleições", afirma o candidato à Presidência pelo PSTU, Hertz Dias. 

Uma campanha junto aos trabalhadores

Apesar da situação extremamente difícil, sem recursos ou aparição na grande mídia, o PSTU realizou uma bela campanha nos canteiros de obra, nas fábricas, escolas, setores públicos, entre a juventude e na periferia. Foi uma campanha que priorizou o diálogo e a discussão com os trabalhadores nas estruturas que o partido atua e que, muito além do voto, teve como objetivo avançar na organização e na consciência da classe trabalhadora.

Hertz Dias, o candidato ao Senado por SP, Weller, e Vera, candidata ao governo

Sabemos que não será através das eleições que mudaremos o país e as condições de vida do povo pobre e trabalhador. Mas é um momento em que as pessoas estão mais abertas ao diálogo e à discussão política. E, neste sentido, avançamos não só em relação à quantidade de votos, mas, principalmente, na defesa de um programa que, ao mesmo tempo, não cede aos projetos falidos de aliança de classes, e nem trata nossas tarefas como um conjunto de palavras-de-ordem abstratas. Ao contrário, fruto do rearme programático e do aprofundamento da análise do país que o partido se debruça nos últimos anos, apresentamos um programa que, embora não esteja pronto e acabado, oferece uma análise concreta do país, da crise capitalista que nos encontramos, e que propõe uma saída apoiada na mobilização e organização independente da classe trabalhadora, da juventude, das mulheres, negras e negros da periferia, quilombolas, povos originários, LGBTI+ e todos os setores oprimidos.

Nossa campanha eleitoral, neste sentido, não se resumiu a pedir votos, mas tratou de discutir o retrocesso que o país sofre nas últimas décadas, fruto de sua crescente subordinação e dependência. Um processo de desindustrialização, de reprimarização de nossa economia, orientada pelos interesses do imperialismo, e que nos torna cada vez mais dependentes e pobres. E que defendeu de forma categórica a necessidade de se atacar a propriedade dos grandes oligopólios capitalistas que dominam o Brasil, colocando em pauta o tema da estatização, sob controle dos trabalhadores, dos setores chaves da economia, como base de um projeto de transformação social em prol da classe trabalhadora. 

O PSTU não é um partido que intervém só nas eleições, mas no dia-a-dia da classe trabalhadora. E estas eleições, dominadas pelo sistema e os bilionários, travada no campo do inimigo e com uma enorme disparidade de forças, foi um momento de nossa atuação. Amanhã, você não verá mais os candidatos da política tradicional nas ruas, mas o PSTU continuará, como sempre esteve, na realidade da luta de classes, enfrentando os governos, a burguesia e seus ataques, que continuarão vindo.

Sabemos, por outro lado, que muitos tinham acordo com o nosso programa e projeto, mas votaram em alternativas que se apresentaram, do ponto de vista eleitoral, mais "viáveis". A esses convidamos a seguir o diálogo em torno ao projeto capaz de, realmente, enfrentar a crise e as condições em que nos encontramos, inclusive em como enfrentar a extrema direita, um fenômeno mundial que se espelha aqui e que se alimenta de um sistema falido e putrefato, que setores da esquerda insistem em remendar, mas que já demonstra seus limites e um horizonte de barbárie social.

Posição no 2º turno

Diante do resultado deste 1º turno, o PSTU reafirma: é hora de avançar na organização independente da classe trabalhadora, na mobilização, e na defesa de um programa que parta das nossas necessidades mais imediatas, e vá a fundo no enfrentamento da estrutura do sistema. 

Nos próximos dias, a direção do PSTU se reunirá para discutir o balanço dessas eleições e definir sua posição neste 2º turno. 

A todas e todos que nos acompanharam nessa jornada, fazemos um convite para que conheça o PSTU, nosso programa, e que venha construir conosco uma alternativa revolucionária e socialista. 

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