Brasileiras estão entre os detidos após ataque naval israelense em águas internacionais; organização denuncia sequestro ilegal, tortura e violência contra participantes da missão humanitária
A organização Global Sumud Flotilha (GSF) denunciou que os participantes da missão internacional interceptada pela Marinha israelense em águas internacionais estão sendo transportados à força para um porto sob controle de Israel, na Palestina ocupada. Segundo a entidade, a embarcação deve atracar por volta das 16h30 no horário local.
Entre os detidos estão médicos, jornalistas e defensores dos direitos humanos de mais de 40 países, que integravam a missão humanitária organizada em solidariedade ao povo palestino e contra o bloqueio imposto à Faixa de Gaza. As brasileiras Ariadne Teles, Beatriz Moreira de Oliveira e Thainara Rogério estão entre as pessoas sequestradas pelas forças israelenses.
A GSF classificou a ação como um “ataque naval ilegal” e exige a libertação imediata e incondicional de todos os participantes da flotilha, além da libertação dos mais de 9 mil prisioneiros políticos palestinos mantidos nas prisões israelenses.
Em nota, a organização também apelou aos governos e organismos internacionais para que pressionem Israel pela libertação dos ativistas detidos e pelo fim do bloqueio a Gaza e da ofensiva militar contra o povo palestino.
A entidade afirmou ainda existir “sérias e imediatas preocupações” com a integridade física dos sequestrados, citando relatos de participantes de outra missão interceptada em 29 de abril. Segundo os depoimentos, os ativistas teriam sido submetidos a tortura, agressões físicas e violência sexual praticadas pelas forças de ocupação israelenses.
A flotilha internacional reúne ativistas de diversos países e tem como objetivo denunciar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária ao território palestino. A interceptação da embarcação em águas internacionais gerou novas denúncias contra o governo israelense por violação do direito internacional.
Organizações de solidariedade ao povo palestino e entidades de direitos humanos estão convocando mobilizações e exigindo acompanhamento internacional da chegada dos detidos ao porto israelense. Jornalistas e observadores internacionais também foram chamados a monitorar a situação e denunciar possíveis violações contra os ativistas presos.