PSTU-AM: Nossa posição no segundo turno das eleições estaduais

  • Nenhuma confiança e nenhum voto no governo que sair das urnas no segundo turno no Amazonas. Seja quem for o eleito, a classe trabalhadora deve estar preparada e organizada para enfrentá-lo
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PSTU-AM: Nossa posição no segundo turno das eleições estaduais

Nossa posição é coerente com o programa que defendemos e, do ponto de vista político, com os interesses que estiveram expressos nas diferentes candidaturas burguesas que se apresentaram nestas eleições e que enfrentamos durante a campanha.

Das sete candidaturas que disputaram o primeiro turno, restaram para a segunda etapa Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL). São candidaturas que expressam, em diferentes graus, a direita e a extrema direita no campo da burguesia. São, portanto, candidaturas dos ricos e poderosos.

Nossa posição é pelo voto nulo. As duas candidaturas, embora não sejam totalmente iguais, representam, em última instância, interesses de classe semelhantes: a manutenção de um modelo econômico subordinado aos interesses das grandes empresas, em detrimento da maioria da classe trabalhadora e das populações oprimidas, que historicamente estiveram excluídas das decisões sobre os rumos do Estado.

Omar Aziz, do PSD, que circunstancialmente se alinha à chamada Frente Ampla e procura se apresentar como progressista, esteve presente em sucessivos governos burgueses e já governou o Amazonas. Sua trajetória demonstra que não se pode esperar de seu eventual governo nada além dos limites dos interesses que representa. Isso significa a continuidade do modelo econômico dependente, do esvaziamento econômico dos municípios, dos baixos salários e da precarização do trabalho, além da insuficiência dos investimentos nas áreas sociais e da manutenção dos privilégios dos setores econômicos mais poderosos.

Maria do Carmo, do PL, surge fortalecida no contexto do crescimento do bolsonarismo, mas também se apoia no mesmo modelo econômico dependente que domina o Amazonas. Sua candidatura expressa de forma mais aberta aquilo que a burguesia reserva para a classe trabalhadora: uma política ultraliberal, voltada à transformação dos direitos e dos serviços públicos em mercadorias e ao desmonte das políticas e instituições das áreas sociais e ambientais.

O segundo turno colocou diante dos eleitores amazonenses duas candidaturas entre as quais não devemos alimentar nenhuma ilusão sobre os interesses que estarão por trás de seus governos. Por isso, chamamos a classe trabalhadora a não confiar em nenhuma das duas candidaturas e a votar nulo.

Mas o voto nulo, para nós, não significa neutralidade ou indiferença. É uma forma de rechaçar as alternativas apresentadas pela burguesia e afirmar a independência política da classe trabalhadora.

Por isso, desde já, chamamos os trabalhadores e trabalhadoras a se organizarem. Seja Omar Aziz ou Maria do Carmo quem sair vitorioso das urnas, estaremos diante de mais um governo comprometido com os interesses dos ricos e poderosos. Nossa tarefa será organizar a resistência, mobilizar a classe trabalhadora e construir, nos locais de trabalho, nos bairros e nas comunidades, a força necessária para enfrentar qualquer um desses governos.

Nenhuma confiança. Nenhum voto. Voto nulo e organização para lutar!

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