SC: Contra as demissões ilegais dos municipais de Florianópolis

Pela reintegração de todos os demitidos, já!

Ray Maria, de Florianópolis (SC)
SC: Contra as demissões ilegais dos municipais de Florianópolis
Servidores municipais de Florianópolis em greve

Deflagrada em 23 de abril, a greve dos trabalhadores municipais do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) foi importantíssima, mas ao encerrar, infelizmente não conquistou grande parte das reivindicações, e pior ainda, não conseguiu a reintegração dos grevistas demitidos. 

Enquanto o prefeito Topázio Neto (Podemos) se utiliza do orçamento bilionário da capital de Santa Catarina para empresários, privatizações e interesses dos ricos, os servidores públicos enfrentam salários corroídos pela inflação, sobrecarga de trabalho, retirada de direitos e o sucateamento dos serviços públicos. O prefeito se recusou a atender a maioria das reivindicações, como por exemplo mais contratações, melhores condições de trabalho, estrutura e manutenção.  

Os trabalhadores da educação, da saúde e dos demais setores da prefeitura exigiram valorização salarial, respeito aos planos de carreira e serviços públicos de qualidade para a população. Essa luta não é apenas dos servidores, é uma luta de toda a classe trabalhadora, de todos que se utilizam do serviço público. 

0O prefeito tentou jogar a população contra os servidores, mas a verdade é que quando atacam o funcionalismo público, atacam também quem depende da escola pública, da saúde pública e dos serviços essenciais.

O governo Topázio demitiu de maneira arbitrária e ilegal vários trabalhadores que fizeram parte da greve. Na audiência de conciliação no Tribunal de Justiça, em 12 de maio, ficou evidente como a gestão não quis resolver os problemas da greve e se recusa a fazer qualquer tipo de negociação, mantendo as punições ilegais. 

A greve foi forte e apoiada pela população, com Centros Acadêmicos de universidades da capital saindo às ruas. Os trabalhadores e trabalhadoras da prefeitura exigiam: 

– Fim das desvalorização das auxiliares! Auxiliar de sala é professora!
– Valorização salarial e cumprimeito dos planos de carreira!
– Revogação das portarias que precarizam a educação!
– Concurso público para combater a terceirização! Em defesa dos serviço 100% público e gratuito!
– Defesa da previdência pública e solidária!
– Redução da jornada de trabalho sem redução dos salários!

A lógica do capitalismo é transformar tudo em mercadoria, cortar direitos e aumentar a exploração para garantir lucro aos de cima. Por isso, nenhuma conquista virá pela boa vontade de Topázio ou qualquer governo de direita ou de conciliação de classes. Os direitos só são arrancados através da mobilização e da luta organizada.

A história do movimento operário mostra que as greves são uma ferramenta fundamental da classe trabalhadora. Foi assim que se conquistou tantos direitos ao longo da história. E é por isso que devemos fortalecer a unidade entre servidores, estudantes, trabalhadores da iniciativa privada e movimentos populares em apoio à greve.

O PSTU fornece todo o apoio aos trabalhadores e trabalhadoras do município de Florianópolis. Defendemos reajuste salarial com ganho real, concursos públicos para acabar com a sobrecarga e a terceirização, valorização dos trabalhadores da educação e da saúde, e a defesa incondicional dos serviços públicos gratuitos e de qualidade! Mas acima de tudo, exigimos a reintegração imediata dos municipários demitidos, já! Contra as demissões, em defesa do serviço público!

Nenhuma confiança nos governos e nos patrões. A força está na organização independente da classe trabalhadora e na construção de uma sociedade sem exploração e opressão. 

– Greve não é crime. Demissão é perseguição. Reintegração já!
– Pelo direito de organização e manifestação dos trabalhadores!

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