Deputado federal bolsonarista quer acabar com o IPHAN
O Projeto de Lei 1007/2026, deste mês de março, apresentado pelo Capitão Augusto, do PL de São Paulo (aquele que anda fardado pelo Congresso Nacional, achando que ali é o seu quartel), propõe a extinção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN.
Criado em 1937 por sugestão do poeta Mario de Andrade, o órgão é uma das instituições públicas mais antigas da república brasileira, com atuação nacional presente em todas as unidades da federação.
O IPHAN é a instituição responsável pela promoção e preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, e que tem como objetivo assegurar o legado dos mais distintos bens culturais que compõem esse amplo mosaico das memórias coletivas e da história dos grupos da sociedade brasileira, como os povos originários, quilombolas, ribeirinhos entre outros.
Na justificativa do injustificável, o famigerado bolsonarista alega “lentidão processual e burocracia no órgão, que travam obras de infraestrutura e aumentam custos”. O que ele pretende é destruir todo o patrimônio edificado, alvo de interesses do capital imobiliário, seguindo o preceito “deixar a boiada passar”, sem nenhuma preocupação na preservação e manutenção de nossa memória.
O trabalho irrepreensível ao longo de quase um século que o IPHAN presta à sociedade brasileira, numa luta permanente frente ao capital especulativo, merece a mobilização de todos na sua manutenção e aporte financeiro para contratação de técnicos especializados como arqueólogos, antropólogos, arquitetos entre outros.
Não podemos permitir que o bolsonarismo ataque a memória do povo brasileiro.